7ª edição da Jornada das Iniciativas Empresariais mergulha na “colaboração”

A Jornada Empresarial Terceira Margem que acontece para proporcionar experiência de campo que conecte teoria e prática, neste ano, foi adaptado para o online 26/08/2020
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Com seus conceito e nome inspirados no conto ‘A Terceira Margem do Rio’ de Guimarães Rosa (livro: Primeiras Estórias, 1962), a Jornada é uma das atividades do ciclo anual das Iniciativas Empresariais do FGVces e tem por objetivo proporcionar aos participantes uma experiência em campo para conectar teoria e prática em um ambiente fora do cotidiano, que traga inspiração, desperte a curiosidade e proporcione novas relações e reflexões sobre os dilemas e caminhos s da sustentabilidade. 

Em sua 7a edição, realizada entre os dias 12 a 14 de agosto e pela primeira vez no ambiente online, a Jornada de 2020 trouxe o tema ‘Colaboração’ para o centro das conversas a fim de gerar novas perguntas e reflexões sobre a qualidade, as demandas e as possibilidades de um ‘fazer junto’ para sustentabilidade, dentro e fora das organizações. O mote desta edição remete à essência desta Iniciativa como plataforma de colaboração — entre equipes, empresas e setores — e deriva também do reconhecimento, por parte do grupo, de que colaborar é necessário, e desafiador, para lidar com problemas complexos e ampliar e aprofundar a prática da sustentabilidade. 


Durante os três dias da Jornada, foram realizadas 7 rodas de conversas, com 9 convidadas/os, que abordaram desde estudos acadêmicos sobre processos dialógicos em organizações até a coragem necessária para colaborar, passando por princípios e processos colaborativos, noções do agir no contexto comunitário, práticas empresariais e práticas multissetoriais sistêmicas e colaborativas, experimentações e práticas para governança territorial. 

As conversas sobre colaboração revelaram conexões importantes com outros temas discutidos pelo grupo das Iniciativas Empresariais durante o ciclo 2020, como resiliência, governança, participação com base na diversidade, transformações sistêmicas que busquem alterar as relações e concentrações de poder nos sistemas, entre outros.  Por exemplo, é possível afirmar que para fortalecer resiliência de um sistema complexo, mais do que planejar, é importante elevar as capacidades adaptativas para que seja possível lidar como as mudanças que acontecerão. Para isso, processos colaborativos se fazem necessários para construção de objetivos comuns, reconhecimento dos interesses e necessidades do sistema e das partes, articulação das visões distintas, promoção da troca de experiências e conhecimentos (complementares) e estabelecimento de ações coletivas. Assim como a resiliência, a colaboração é uma abordagem que ganha importância diante da complexidade e da incerteza que vivemos hoje. 

Alto nível de energia dos participantes e coragem para seguir foram os sentimentos compartilhados no encerramento da Jornada Empresarial 2020. Agora os participantes das iE seguem para a subida do U, momento em que desenvolverão produtos em resposta aos desafios identificados. O resultado será apresentados em novembro no Fórum das iE.