Avaliação financeira e acompanhamento de subprojetos ambientais de produtores rurais familiares

Em parceria com as Secretarias do Meio Ambiente (SMA) e da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o GVces apoia a implementação de subprojetos de agricultura familiar financiados pelo Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável (PDRS), com foco na avaliação e no suporte à viabilidade econômica das atividades 27/08/2015
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Apesar da importância econômica da produção agrícola familiar, muitas vezes, devido à falta de conhecimento e adequação de infraestruturas e processos, os pequenos produtores passam por dificuldades de organização e de gestão, bem como de armazenamento e distribuição de seus produtos. Outras dificuldades comumente enfrentadas por eles provêm também da falta de informação sobre a demanda de mercado. 

Fruto de uma parceria entre as Secretarias do Meio Ambiente (SMA) e da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável (PDRS) surgiu para melhorar esse cenário, aprimorando a competitividade da produção advinda da agricultura familiar no Estado. Neste sentido, foram escolhidos 5 subprojetos ambientais propostos por organizações de produtores rurais familiares que visam a diversificação econômica, geração de renda e inclusão social de pequenos produtores ao mesmo tempo em que fazem uso sustentável e contribuem para a conservação dos recursos naturais (biodiversidade e dos recursos hídricos).

Os 5 subprojetos ambientais que estão sendo acompanhados pelo GVces no âmbito do PDRS estão localizados em São Paulo (Ibiúna, Mogi das Cruzes, Ribeirão Preto, Barra do Turvo e Eldorado). Estão no escopo dos subprojetos financiados os seguintes itens:

  • Melhorias na infraestrutura e na organização do viveiro da quilombola, visando o aumento da produção e da comercialização de mudas de espécies florestais.
  • Implantação de unidade de processamento mínimo na cooperativa de produtores com aproveitamento de resíduos da mesma para compostagem laminar nas propriedades dos beneficiários.
  • Estruturação e operacionalização de agroindústria para processamento da produção agroflorestal dos beneficiários; Ampliação e diversificação da comercialização dos produtos. 
  • Implantação e enriquecimento de sistema agroflorestal em área de Reserva Legal de assentamento da reforma agrária; Reforma e implantação de galpão de apoio à comercialização dos produtos provenientes do manejo da agrofloresta
  • Produção de mudas para plantio de frutíferas nativas e plantas aromáticas; Construção e operacionalização de unidade de processamento artesanal para produção de polpa das frutas nativas e secagem de aromáticas; Estruturação de canais de comercialização dos produtos.


Envolvimento do GVces no projeto: fevereiro/2014 a setembro/2015.

Proposta de trabalho: Apoiar a implementação desses subprojetos ambientais, de modo a facilitar a viabilidade econômica de cada um deles. Para tanto, a equipe do programa Inovação na Criação de Valor do GVces realizou visitas técnicas de diagnóstico e oficinas de capacitação, que ue endereçaram aspectos críticos de cada subprojeto, bem como conteúdo relacionado a plano de negócios. A partir desse diagnóstico e da capacitação dos grupos gestores dos subprojetos, o GVces acompanhou a evolução dos trabalhos, realizando oficinas de acompanhamento em campo que abordaram de forma participativa elementos estruturantes da visão de negócios aos produtores rurais para viabilizar cada subprojeto.

Objetivo: Através de uma abordagem participativa, trazer a visão de negócio às organizações de produtores rurais. Contribuir para a estrutura de bases que permitam a esses subprojetos alcançar sua viabilidade econômica, alinhando governança, análise estratégica de clientes e mercados, cálculo de capacidade produtiva e de formação de preços. 

As atividades do GVces no Nhunguara proporcionaram, com linguagem adequada, os conceitos importantes para entendimento e acompanhamento do viveiro enquanto negócio. Auxiliaram a construir um plano de ação para organizar a execução das atividades elencadas como importantes pelo grupo para melhoria do viveiro. Ajudaram a compreender a importância das atividades de gestão e comercialização, e não apenas de produção, e ajudaram também na organização do grupo para estas atividades. Uma metodologia que merece destaque foi o estabelecimento dos objetivos comuns na forma de sonho individual e coletivo; isso tocou muito o grupo, criando um movimento interno e dando sentido às ações de melhoria que estão planejando. Eu senti o GVces preocupado em criar uma sinergia com o grupo e realizar um trabalho realmente participativo. Creio que ajudou a construir um aprendizado que será posto em prática mesmo após a saída dele do projeto.

Marta Organo Negrão, especialista ambiental da SMA e gestora do subprojeto ambiental Nhunguara

A experiência conjunta com o GVces contribuiu para que fosse dado foco na viabilidade e nos objetivos do projeto da Cooperafloresta, uma vez que as dificuldades inerentes a qualquer empreendimento muitas vezes dispersa os esforços em atividades menos prioritárias, prejudicando os prazos e comprometendo, muitas vezes, todo investimento empenhado no negócio. Cabe destacar o comprometimento da equipe GVces e a forma didática das reuniões e oficinas, que criou um ambiente favorável para a coleta de informações e ao encaminhamento do Plano de Trabalho. 

Isaac Ribeiro de Moraes, especialista ambiental da SMA e gestor do subprojeto ambiental Cooperafloresta

Os trabalhos de consultoria desenvolvidos pelo GVces junto ao PDRS (Microbacias II) possibilitaram conhecer e vivenciar novas ferramentas e dinâmicas participativas de diagnóstico, planejamento e monitoramento de projetos. Além disso, as visitas do GVces realizadas ao Centro de Formação Dom Hélder Câmara foram sempre importantes momentos de diálogo, apropriação do projeto, diagnóstico de entraves, proposição de soluções e monitoramento de metas e atividades do projeto. O Plano de Ação elaborado de forma participativa constituiu um importante instrumento de acompanhamento do projeto.

Fernanda Gamper Vergamini, especialista ambiental da SMA e gestora do subprojeto ambiental Dom Helder