Desafio do FIS 12

25/02/2016
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Ama et facquod vis (Santo Agostinho). Se amais, podeis fazer o que quiserdes. Mas se começais por fazer o que quereis ou o que não quereis, em obediência a algum tradicional sistema de noções, ideias e proibições, nunca chegareis a amar. (Aldous Huxley)

O desafio do Projeto Referência do FIS 12 é:

Despertar a comunidade GVniana para um novo paradigma de relação humana e social em suas Escolas, a partir da produção de três vídeos curtos que tratem sobre o relacionamento d@s alun@s com pelo menos três públicos da FGV-SP e seu entorno.

Este Projeto Referência envolve:

  • Aprofundar a compreensão do significado de ‘relação’ e ‘cuidado’, em particular no ambiente das organizações;
  • Refletir sobre o cuidado de si, com o outro e com o todo;
  • Entender os vídeos como uma ferramenta para criar uma ligação de afetividade com o público;
  • Mapear os públicos de relacionamento da FGV-SP;
  • Compreender a situação atual e como poderiam ser os relacionamentos d@s alun@s com os públicos da EAESP, EESP, GV Direito e entorno;
  • Investigar experiências de construção e cultivo de relações no âmbito universitário.

Este Projeto também demanda:

  • Após cada um dos três encontros sobre práticas de cuidado das relações, entregar para a equipe do FIS um registro (lição de casa)que retrate a experiência individual da aplicação dos fundamentos do cuidar em alguma relação na FGV;
  • Produzir três vídeos de até 3 minutos, dramatizados pelos alunos do FIS 12;
  • Elaborar um releasedos vídeos, que sintetize as informações, o conhecimento e as experiências vividas;
  • Desenhar protótipos, testar, testar e testar outra vez;
  • Organizar um evento e apresentar os vídeos para a banca avaliadorae público em geral, seguido de uma roda de conversas sobre o tema e o processo vivido pelo grupo, em espaço no bairro da Bela Vista (02/jun);
  • Divulgar e mobilizar a comunidade GVnianae do entorno para a apresentação final;
  • Criar meios para viralizaros vídeos e, de fato, viralizá-los!

CONTEXTO

As relações são autorrevelação. Porque não desejamos ser revelados a nós mesmos, nós nos refugiamos no conforto e as relações perdem sua extraordinária profundidade, significação e beleza. Só pode haver relações verdadeiras quando há amor; amor, porém, não é busca de satisfação.

(Jiddu Krishnamurti)

Em primeiro lugar, não existe o estar isolado. Ser é estar em relação, e, sem relações, não há existência.

Para compreender as relações, importa compreender em primeiro lugar o que é, o que realmente está sucedendo em nossa vida; e compreender também o que realmente significam as relações.

A necessidade de despertarmos a comunidade GVniana para um “novo” paradigma - que talvez seja baseado em práticas anteriores e, por isso, não seja tão “novo” assim - está na descoberta evidenciada pelo FIS11 de que faltam espaços de convivência, de acolhimento e de interação na FGV-SP. Isso aparece em um contexto contemporâneo em que vivemos relações superficiais, líquidas, competitivas; onde se exige, por meio das relações, satisfação, segurança e posse.

Na prática, o que precisamos é fazer intervenções no sistema, despertar para outras possibilidades, sem buscar o controle ou determinar a mudança que vai acontecer.