Desafio do FIS 13

27/07/2016
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"Prato de Flores", de Mag Magrela (2013)

"(...) conceder alta prioridade às 'questões femininas' (...) seria a transformação da sociedade de dominação numa sociedade de parceria." (R. EISLER)

"O que acreditamos ser possível em conjunto que não possível isoladamente?" (M. WHEATLEY)

O desafio do Projeto Referência do FIS 13 é:

Gameficar a questão sobre equidade entre homens e mulheres nas empresas para provocar reflexão e mobilizar para ação.

Este Projeto Referência envolve:

  • Vale saber que: a gameficação é uma abordagem que utiliza elementos de design e narrativa de jogos para criar um processo prático de resolução de questões, de ensino-aprendizagem e engajamento, com as condições necessárias para os participantes experienciarem o cumprimento de uma missão. Os games devem sustentar quatro emoções principais: otimismo, confiança e senso de comunidade, produtividade e bem estar, sentido épico (sentir-se parte de algo maior que o game).
  • Pesquisar questões históricas e refletir sobre gestos cotidianos que construíram e que mantêm a cultura da inequidade entre mulheres e homens nas diversas esferas da vida, especialmente nas empresas.
  • Buscar inspirações de metodologias participativas, tecnologias sociais e jogos que buscam soluções efetivas para transformação social.
  • Considerar empatia e diálogo como práticas fundamentais no processo de construção da dinâmica.

Este Projeto também demanda:

  • Sobre o game: 
    • Não é pré-requisito o uso de tecnologias digitais. 
    • Deve ser coletivo, inclusivo, participativo. Deve promover interações entre as pessoas e encorajar a colaboração. 
    • Deve ser inovador e replicável. 
    • Deve trabalhar com dados e cenários reais.  Deve buscar resolver problema(s). 
    • Deve ser divertido e emocionante. 
    • Deve promover um ambiente para descobertas pessoais, reflexões, transformação de grupo e mobilização para ação. 
    • Deve apresentar uma narrativa que permita aos participantes experimentarem diferentes papéis. 
  • O game tem que sair do papel e não precisa ser digital! Por isso, vocês devem entregar: título/nome; autoria; contexto, necessidades e perguntas mobilizadoras; missão; princípios; pessoas; narrativa; recursos e experiência estética (ex: cartas, peças, materiais, textos, audiovisuais, fantasias, etc.); mecânicas do game(passo a passo, regras, feedbacks, saídas); referências e inspirações. 
  • Organizar um evento para aplicar o game com a banca avaliadora do FIS, parceiros do FIS e público das empresas, seguido de uma roda de conversas (Data do evento: 24/novembro/2016). 
  • Investigar, criar, prototipar, brincar, testar!

CONTEXTO

Por várias questões, que a história nos revela, construímos e conservamos modos de vida que influenciam meninas e meninos a assumirem papéis distintos e pré-determinados desde a infância, e que são valorizados socialmente de formas diferentes. Consciente ou inconscientemente, temos certas expectativas sobre esses papéis, que reforçam relações baseada na autoridade, obediência e controlee que gera desigualdades e violências.

Há anos, os movimentos feministas e de mulheres dão voz a questionamentos e reivindicações pela equidade de gênero e direitos humanos das mulheres – e muitos avanços significativos acontecem!

Ainda assim, seguimos com o desafio da equidade de gênero em muitos mercados de trabalho. No geral, nas empresas, a participação de mulheres e homens é desproporcional e vimos prevalecer desigualdades de oportunidades; de remuneração; nos cargos de liderança; além da cultura masculinizada baseada em estereótipos.

Possibilitar que as mulheres sejam plenamente quem são, tendo condições igualitárias na esfera profissional para escolher com liberdade os caminhos a seguir, fortalece sociedades mais prósperas,saudáveis, justas e éticas.

O paradigma da sustentabilidade, que propõe a integração da vida em toda sua potência, não pode abrigar as desigualdades humanas e discriminações entre os sexos, raças, gêneros, classes, faixa etária, crenças, pois as desigualdades são, por definição, desintegradoras, excludentes e dificultam a própria vida.

O desafio da equidade de gênero e empoderamento das mulheres é complexo, por isso, é preciso juntar parceiros na elaboração de uma visão comum, nutrindo espaços para o envolvimento de mulheres e homens a fim de darmos outros passos que não reforcem a lógica binária do “nós contra eles”. O ponto não é compararmos sofrimentos e ganhos, mas aprendermos com as experiências e com o outro; é a empatia que aumenta nossa conexão real e esse é um caminho para superar os obstáculos que impedem a equidade.

O FIS 13 busca contribuir com uma parte do que está posto como desafio global para a sociedade.