FIS 10 apresenta o desafio lançado pelo Projeto Referência

Em evento aberto, os fisers discutem com o público ideias para trabalhar o tema Cidades para Pessoas 27/03/2015
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Por Milene Fukuda (GVces)

Quem já esteve no Salão Nobre da FGV-EAESP não reconheceria aquele espaço no dia 19 de março: cadeiras foram disponibilizadas de forma a deixar o ambiente mais interativo, pequenas fotos penduradas na entrada mostrando a diferença de um espaço antes e depois de uma intervenção, além de papéis coloridos para serem utilizados durante as dinâmicas planejadas pela turma do FIS 10.

Tudo planejado pelos alunos para apresentarem ao público o desafio que lhes foi dado no começo do semestre: realizar uma intervenção urbana em espaço público na cidade de São Paulo, com base no conceito de cidade para pessoas. O evento, apelidado de kick off, é o momento que os fisers tem para receber ideias e feedback dos convidados para que realizem da melhor forma o Projeto Referência.

O número de pessoas vivendo nas áreas urbanas já ultrapassou a população que vive no campo. De acordo com o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-Habitat), a população urbana se multiplicou em cinco vezes entre 1950 e 2011 no mundo todo. O crescimento desordenado, combinado com a falta de planejamento e visão sistêmica das cidades, torna a gestão das mesmas um desafio dos dias atuais.

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Com isso em mente e considerando a complexidade de São Paulo, os fisers tem o desafio de deixá-la mais amigável para seus cidadãos, promovendo os espaços públicos da cidade em ambientes que possibilitem interação entre pessoas, talentos e cultura.

Os parceiros desse semestre são Itaú, Instituto C&A, Konrad Adenauer Stiftung, Semeia e Arq. Futuro.

A identidade: inSPira

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Como de costume, no kick off os alunos apresentaram sua identidade como grupo ao público: inSPira. A fiser Bruna Caruso explica que o nome foi escolhido pela vontade de inspirar diversas pessoas e que "separando a palavra, o significado do in é dentro, no sentido de pertencer, habitar, viver São Paulo. E "pira" vem mesmo da ideia de curtir".

O batimento cardíaco que se transforma em pessoa e cidade representa a vontade dos alunos em humanizar São Paulo, e as cores representam a possibilidade de embelezamento e a consequente alegria que elas trazem para o cotidiano cinza da cidade.

Próximos passos

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Foi dada a largada! Agora os alunos da turma inSPira devem se esforçar para viabilizar a intervenção urbana com financiamento coletivo. Em adição, eles também irão produzir uma publicação que descrevará a intervenção, seu método, atores envolvidos, resultados potenciais ou alcançados, lições apreendidas e referencias de experiências nacionais e internacionais, servindo de legado para aqueles que desejam se engajar, na prática ou academicamente, na ocupação de espaços públicos em ambientes urbanos.