Impactos do ecossistema de startups no setor elétrico brasileiro

Enfrentamos hoje desafios complexos relacionados às mudanças climáticas, à escassez de recursos naturais necessários à nossa existência e o aumento de desigualdades sociais. Este cenário exige soluções criativas para tornar processos, produtos e serviços mais eficientes, menos poluentes e mais acessíveis, garantir a disponibilidade dos serviços ecossistêmicos dos quais dependemos e promover a transição para um modelo de desenvolvimento resiliente, justo e de baixo impacto ambiental. As startups possuem papel fundamental nessa empreitada, conferindo agilidade ao processo de desenvolvimento de inovações muitas vezes capazes de transformar a lógica de operação de um segmento inteiro.

No que se refere ao setor elétrico, é consenso a necessidade de uma transição energética global para o uso de fontes renováveis. Esse movimento, no entanto, esbarra em uma série de desafios que demandam novas tecnologias e modelos de negócio para a geração, distribuição, comercialização e expansão da oferta de energia de forma mais sustentável. Nesse contexto, as startups de cleantech são importantes aliadas no desenvolvimento de soluções que superem tais entraves. Para criar condições favoráveis à potencialização dos benefícios ambientais e sociais que startups de cleantech podem gerar ao setor elétrico e à sociedade em geral, é necessário compreender o ecossistema no qual elas estão inseridas, seus atores, relações, características que favoreçam seu desenvolvimento e principais gargalos para seu sucesso.

A partir desse contexto, este estudo inédito, fruto da parceria entre o FGVces, a COPPE/UFRJ, a ABStartups e a EDP e viabilizado pelo Programa P&D ANEEL, busca analisar o ecossistema de startups de tecnologias limpas e seu impacto no setor elétrico brasileiro, identificando modelos de negócio e tecnologias capazes de transformar o setor e explorando oportunidades de cooperação entre grandes empresas e startups para dar escala às inovações. O estudo será desenvolvido entre maio de 2018 e outubro de 2019, e seus resultados irão subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas de fomento ao ecossistema de tecnologias limpas no Brasil.

O estudo está estruturado em 4 frentes de trabalho:

  • Detalhar as características das startups de tecnologias limpas (cleantech) brasileiras, incluindo tecnologias, segmentos de atuação, perfil dos empreendedores, modelos de financiamento, redes de colaboração, entre outros aspectos;
  • Analisar os impactos das startups e suas tecnologias no mercado e no desenvolvimento tecnológico do setor elétrico brasileiro;
  • Testar empiricamente um novo modelo de cooperação entre startups e grandes empresas do setor elétrico;
  • Estruturar o Observatório de Tecnologias Limpas, com intuito de manter os esforços efetivos desta pesquisa disponíveis para todo o setor também no médio e longo prazo

Saiba mais sobre cada frente abaixo.