Micro Imersão: Turma do FIS10 visita Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro

As viagens de imersão são etapas fundamentais no processo co-formativo. São nesses momentos que os fisers fazem contato direto com a realidade dos diferentes atores que permeiam o tema de seu desafio. 15/03/2015
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Por Milene Fukuda

Apesar do calor não fazia sol quando os alunos do FIS 10 chegaram ao Rio de Janeiro. Com o desafio de criar uma intervenção urbana num espaço público que reflita o conceito de cidades para pessoas, os fisers chegaram ao Morro do Vidigal na manhã de sabado (28/02) e foram recebidos por Mauro Quintanilla e Pedro Henrique Cristo. Acompanhados de nossos anfitriões, subimos a trilha rumo ao Pico dos Dois Irmãos, a vista valeu o suor.

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Mauro Quintanilla é músico, nasceu e mora no Vidigal até os dias de hoje. Em 2005, junto com Paulo César Almeida começou a retirar e organizar mutirões de limpeza para dar fim às 16 toneladas de lixo que se acumulavam no local, foram seis anos de trabalho para conseguir limpar a área que em seguida foi batizada de Sitiê. Em 2012, o arquiteto Pedro Henrique Cristo trouxe ideias de reflorestamento, agricultura urbana e desenvolvimento sustentável para o Sitiê. Pedro passou a integrar o projeto e mudou-se para o Vidigal.

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Parque Sitiê: foi reconhecido como a primeira Agro-Floresta do Rio de Janeiro pela Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal. Espaço público que se propõe a servir como laboratório, instituto para meio ambiente, artes e tecnologia, um ponto de encontro para diferentes gerações e classes sociais interagirem.

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Com objetos reciclados, a maioria deles perderam seu uso original. Pneus foram transformados em bancos, garrafas pet agora compõem o jardim e bicicletas viraram estrutura.

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Na parte da tarde os fisers foram conhecer o Parque do Flamengo. Quem os acompanhou nessa parte foi o advogado Carlos Augusto que conversou sobre os problemas de gestão, segurança e drogas do parque que foi construído para ser o Central Park brasileiro. Augusto declarou enorme amor à área e ressaltou a importância do local como espaço público, de lazer e esportes.

Na manhã seguinte os alunos foram guiados numa atividade de Transdisciplinaridade, um dos pilares na formação do FIS. O psicólogo Vicente Góes explorou na atividade o auto posicionamento e a complexidade do Outro.

Antes de se despedir do Rio de Janeiro, uma última atividade: curtir um chorinho na praça!

Fotos: Milene Fukuda (GVces)