Oficina discute a relação entre gestão de riscos nas empresas e estratégias de adaptação à mudança do clima

02/07/2018
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A gestão de riscos é um componente de grande relevância nas estratégias das empresas, sendo comum encontrar equipes inteiras dedicadas a essa agenda em organizações bem estruturadas. No entanto, a classe dos riscos climáticos ainda representa um desafio em termos de gestão, principalmente por ter entrado no radar das empresas mais recentemente.

Nesse contexto, a 1ª oficina da EPC sobre a agenda de adaptação à mudança do clima promoveu um debate sobre como os riscos climáticos podem ser integrados às ferramentas de gestão de riscos pelas empresas, aumentando a resiliência de seus negócios.

Para abrir a oficina, Aron Belinky, coordenador do programa de Produção e Consumo Sustentáveis do FGVces, realizou uma apresentação sobre os processos de tomada de decisão em organizações e o conjunto de variáveis que influenciam as escolhas nas empresas, dialogando com a agenda de mudança do clima e suas nuances.

Na sequência, Annelise Vendramini, coordenadora do programa de Finanças Sustentáveis do FGVces, fez uma apresentação sobre a gestão de riscos nas organizações e como algumas ferramentas estão sendo atualizadas para conceber a ocorrência, cada vez mais frequente, de eventos extremos, sejam esses de natureza ambiental ou não.

Um ponto de convergência durante os debates entre os participantes se deu sobre a importância dos registros dos eventos que se pretende gerenciar. Nesse sentido, as empresas brasileiras têm um importante caminho a percorrer para criar bases de dados com os registros dos eventos climáticos que têm incidido sobre suas operações e sua cadeia de valor, para que possam fortalecer suas estratégias de adaptação à mudança do clima.

Num olhar ampliado sobre gestão de riscos, também se mostra mais importante conhecer a probabilidade de ocorrência e a magnitude dos impactos climáticos que atingem as operações da empresa, variáveis imprescindíveis para uma estratégia de gestão de riscos, do que se chegar a um veredito se um impacto específico é comprovadamente fruto das mudanças do clima. Assim, é necessário que os gestores estejam atentos a padrões ajustados que representem a nova realidade dos riscos a serem gerenciados, a exemplo da discussão sobre os modelos de distribuição fat-tailed/heavy-tailed

Trazendo a experiência empresarial, Luiz Carlos Xavier, da Braskem (empresa membro da EPC), apresentou um case sobre a gestão dos riscos residuais associados aos impactos da mudança do clima, a partir da aplicação da Ferramenta para estratégias empresarias de adaptação à mudança do clima, lançada pelo FGVces em 2015.

Para informações sobre os próximos encontros da agenda da EPC em 2018, clique aqui.