Oficina e visita à campo encerram a frente de empresas âncora do Projeto ICV Global

No 2º ciclo de atividades do projeto ICV Global, a Duratex e a Vicunha foram empresas âncora, mobilizando suas parceiras de pequeno e médio porte orientadas para a inovação e sustentabilidade com o objetivo de posicionar as cadeias de valor brasileiras no mercado internacional 03/07/2017
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Visita de campo à Floresta Duratex em Botucatu/SP (Divulgação GVces)
Local:  FGV-SP, São Paulo/SP; Duratex, Botucatu/SP
Data: 07, 08 e 09 de março de 2017
Projeto: Inovação e Sustentabilidade nas Cadeias Globais de Valor (ICV Global)
Participantes:  al – Etapa com Âncoras
Apresentação: Ana Coelho, Beatriz Kiss, Paulo Branco e Ricardo Dinato (GVces); Regina Lúcia Gagliardi e Cuca Righini; Hanna Tatarchenko Welgacz (Apex-Brasil)
Texto: Jéssica Chryssafidis e Carolina Koepke(GVces)
Fotos: Roberta Boccalini (GVces)

 

Entendendo que a demanda de grandes empresas tem o valioso potencial de mobilizar inovações por parte das pequenas e médias empresas com as quais se relacionam, seja como fornecedoras ou compradoras de matéria-prima, o GVces e a Apex-Brasil, no âmbito do projeto ICV Global, conduziram a frente com empresas âncoras e suas parceiras.

A Duratex e a Vicunha foram as duas empresas âncora convidadas a participar de um ciclo de 4 oficinas de co-formação, juntamente com suas pequenas e médias empresas parceiras, com o objetivo de contribuir para o posicionamento de cadeias de valor brasileiras no mercado internacional, tendo sustentabilidade como um diferencial competitivo.

A quarta e última oficina de formação, realizada em março de 2017, teve a intenção de fomentar a inovação e articulação entre os atores, bem como estreitar o relacionamento entre as âncoras e suas respectivas parceiras. A oficina com a Vicunha contou com apresentações da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e TexBrasil (Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira da ABIT em parceria com a Apex-Brasil), importantes atores da cadeia têxtil, e casos inspiradores como empresa Banco de Tecidos e o projeto de sustentabilidade em produtos, da Renner. Já a oficina da Duratex envolveu a visita a campo a unidade fabril em Botucatu para conhecer  o processo produtivo de chapas de MDF, bem como as suas práticas de sustentabilidade da empresa.

Vicunha

O setor têxtil e de confecção brasileiro ocupa posições de destaque no cenário internacional. Com essa motivação, e vislumbrando possibilidades de posicionar o Brasil diante dos desafios da sustentabilidade, a última oficina com a Vicunha e suas empresas parceiras trouxe para reflexão quais práticas da cadeia podem fortalecer argumentos de venda. “Nunca demos tanta importância a isso antes desse espaço. A gente apropria as normas com muito esforço e nunca olhou para elas como uma oportunidade de negócio” - aponta uma das empresas, em diálogo expandido do grupo. Sobre essa perspectiva, Gilson Spanemberg, da Apex-Brasil, complementa que “para posicionar um produto com sustentabilidade e inovação os atributos são outros, por isso um dos valores do projeto está em revisitar os argumentos de venda, à luz de todo o conteúdo aportado pelo ICV Global”.

Com relação a inovação e sustentabilidade, Suelen Joner, da área de sustentabilidade da Renner, trouxe como inspiração os avanços do estudo de Pegada Hídrica e de Carbono de uma calça Jeans, realizado em parceria com o GVces, e reforçou a aposta da empresa em aprimorar a comunicação de informações dos produtos para um consumidor cada vez mais exigente em relação às práticas socioambientais das empresas. 

E, por fim, o Banco de Tecido, MPE selecionada no Ciclo 2 de ICV Global, trouxe à tona desafios da cadeia que sua solução endereça: as sobras de tecido das confecções. Com uma proposta de valor que propõe circular o que hoje as empresas estocam ou descartam, Luciana Bueno, empreendedora do Banco de tecido, mostrou que é possível repensar a lógica vigente, gerando benefícios para as empresas, para os recursos naturais e para a sociedade.

Duratex 

Já na oficina da Duratex e suas parceiras, o momento foi de visita a campo para imersão na realidade e práticas de sustentabilidade da empresa âncora, entendendo que essa vivência pode se traduzir em insumos para parcerias na cadeia e desenvolvimento de argumentos de venda. 

Os participantes foram para Botucatu - SP, cidade em se situa uma das unidades industriais da Duratex, para presenciar a confecção de chapas de fibras de média densidade (MDF). A imersão incluiu um breve  relato do histórico da empresa e visita a todo o processo produtivo das fibras, desde os procedimentos de manejo florestal, como o plantio, poda e corte da árvore, até atividades fabris para transformação em um produto final, como processamento, tingimento e embalagem

“Foi uma experiência ímpar conhecer a unidade produtiva da Duratex de Botucatu e as florestas. Sinto-me hoje mais preparada tecnicamente e munida com argumentos de vendas desconhecidos anteriormente. Achei fantástica a ideia de realizarmos a última oficina na empresa  ncora Duratex, realmente um modelo de gestão sustentável, visível desde que entramos no portão, com a recepção dos funcionários, nas placas de comunicação e principalmente nos processos”. Sabrina Leitão, Gerente de Exportações do Grupo Lopas - empresa parceira da Duratex.

Próximos Passos

Para concluir o trabalho desta frente, as empresas parceiras desenvolveram um plano de ação para o projeto de internacionalização com foco em atributos de sustentabilidade, elaborado a partir da ferramenta Canvas - Modelo de Negócio. 

Nos próximos meses serão feitas reflexões junto às âncoras e à Apex-Brasil sobre perspectivas futuras e possibilidades de compromissos conjuntos para além do projeto que emergiram do ciclo de oficinas de co-formação.