Prêmio ODS da Rede Brasil do Pacto Global propôs discussão sobre integração dos ODS na estratégia empresarial

O vice coordenador do FGVces, Paulo Branco, participou do debate trazendo reflexão sobre a mensuração de impactos 21/05/2019
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A complexidade da busca pelo desenvolvimento sustentável impõe a necessidade da ação de diversos atores. E, no contexto atual de incertezas políticas, o setor privado tem grande importância com os impactos de suas atividades, o poder econômico e de influenciar agendas. Para reconhecer avanços nesse setor, foi realizado, no dia 16 de maio, o primeiro Prêmio ODS da Rede Brasil do Pacto Global, iniciativa da ONU, que premiou empresas, Academia e Jovens Profissionais do país. 

Paulo Branco, vice coordenador do FGVces, esteve presente no evento participando do painel que tratou da integração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na estratégia empresarial. Também participaram do painel Marina Grossi, presidente do CEBDS, Ricardo Voltolini, diretor-presidente da Consultoria Idea Sustentável, Ricardo Young, diretor-presidente do Instituto Ethos, Sonia Favaretto, presidente do Conselho do ISE e diretora da B3, e mediação de Carlo Pereira, da Rede Brasil do Pacto Global. 


Com vistas ao alinhamento com os ODS, a mensuração de impactos se mostra normalmente um desafio para as empresas. Pensando nesse contexto, Paulo Branco trouxe o alerta de que é importante que não fiquemos presos nas tecnicidades da mensuração, deixando de focar na visão de futuro. 

Os ODS, nesse sentido, não devem ser tratados apenas como um ponto de chegada, ou seja, como um check-list frente ao qual relacionamos práticas empresariais que se baseiam em estratégias alheias ao desenvolvimento sustentável. No lugar disso, devem ser tratados como um imperativo do qual derivam as estratégias e modelos de negócio.  

“Se a gente olha os ODS efetivamente como esse ponto de partida, não tenho dúvida que as empresas conseguem construir uma mensuração de impacto que faça sentido porque ela dialoga com sua estratégia, com seus resultados e ela estará, então, mensurando criação e destruição de valor para os seus negócios e para a sociedade como um todo”, afirmou Paulo Branco.

E de forma complementar, é preciso que se supere a visão do crescimento econômico como um fim em si mesmo e não um meio para o desenvolvimento. “Estamos todos perseguindo obstinadamente o crescimento econômico, em detrimento das dimensões social e ambiental”. 

Os casos finalistas do prêmio foram organizados em um Banco de Práticas que podem ser acessados aqui. Para saber mais dos premiados acesse o site