Serviços ecossistêmicos e negócios: da teoria à prática

Uso da abordagem de Serviços Ecossistêmicos nos negócios é tema de sessão liderada por pesquisadora do FGVces na Conferência Latino Americana do Ecosystem Services Partnership (ESP), na Unicamp 01/11/2018
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Entre os dias 22 e 25 de outubro, a Unicamp sediou o 2º Encontro Regional América Latina e Caribe da Ecosystem Services Partnership (ESP). A ESP é uma rede mundial de 3 mil cientistas, tomadores de decisão e praticantes no tema de Serviços Ecossistêmicos, que se reúnem em mais de 40 grupos de trabalho. O objetivo da conferência foi discutir o que a América Latina e o Caribe estão realizando para atingir os quatro maiores acordos ambientais multilaterais no contexto dos serviços ecossistêmicos (SE): Metas do Desenvolvimento Sustentável; Acordo de Paris; Framework de Sendai para Redução de Risco de Desastres e as Metas de Aichi da Convenção da Diversidade Biológica. A conferência contou com mais de 160 participantes de cerca de 15 países.

O último dia do encontro foi destinado a atividades focadas na aplicação do conceito de serviços ecossistêmicos nos negócios e em encorajar o diálogo entre representantes de empresas e pesquisadores. O FGVces promoveu uma sessão para apresentação e discussão da inclusão dos SE na prática dos negócios, que contou com a parceria do Projeto TEEB R-L. A sessão iniciou com um panorama sobre motivações, desafios e lições aprendidas do FGVces no seu trabalho com as empresas por meio da iniciativa Tendências em Serviços Ecossistêmicos (TeSE), além da apresentação de três casos concretos empresariais pelos representantes Vanessa Barreto, da Copel, Natália Ribeiro, da Eletropaulo, e João Augusti, da Fibria.


As discussões na sessão evidenciaram desafios para a inserção dos SE nas práticas empresariais, como traduzir para uma linguagem financeira e de risco, uso dos métodos, assim como acesso a dados em curto prazo. “As empresas precisam de respostas em dias, enquanto a academia sugere métodos mais complexos e dados robustos que requerem meses ou anos de pesquisa”, avalia Natalia Lutti gestora da iniciativa TeSE do FGVces. A TeSE propõe métodos de valoração de SE simplificados e outras iniciativas compilam diversos métodos, como a própria ESP ou Toolkit do Natural Capital Protocol.

Dentre as atividades dedicadas aos negócios, estiveram também a palestra do Sérgio Talocchi, gerente de Sustentabilidade da Natura, e uma sessão interativa lideradas por Matt Smith (JNCC) & Martine van Weelden (ESP), com o objetivo de discutir como aumentar o impacto e destravar oportunidades e inovação de ações empresariais para os SE. 

A Conferência também contou com a presença de cientistas renomados na comunidade internacional, como Joshua Farley falando sobre como as mudanças climáticas devem ser enfrentadas por toda a sociedade. Clique para ver mais na página da FAPESP

Acesse as apresentações:

FGVces
Fibria
Copel